sexta-feira, 18 de setembro de 2009

"Cada um no seu quadrado!"




A secularização do cristianismo corrompe os bons costumes. Nossa geração conhece muito pouco de vida cristã, aquela que assevera haver alguma diferença entre os justos e ímpios, entre os que servem a Deus e os que não servem; aquela que aponta "cada um no seu quadrado".

Em minha adolescência eu odiava a hipocrisia de muitos líderes. Tinha severas restrições àqueles que tentavam mascarar a vida cristã apenas por fora. Lutei - naquela igreja do interior - para que o radicalismo exacerbado, a rigidez, as doutrinas vazias de significado não recebessem tanto valor. Muitas vezes, em nome da santidade, os líderes demonizavam a alegria e proibiam os jovens de qualquer envolvimento com o que consideravam mundano: dancar, bater palmas nos cultos, ir aos shows de bandas evangélicas, jogar futebol, assistir a televisão. Eu me sentia sob um regime de opressão.

Ainda jovem me vi livre desse regime. Não sou favorável a qualquer tipo de opressão.

Mas hoje a liberalidade nos guetos evangélicos ultrapassa limites. Liberou geral! Penso que se os meus líderes presenciassem o que tenho presenciado em algumas "festinhas" de gente evangélica, como um aniversário ou uma recepção de casamento, eles sofreriam uma parada cardíaca.

Eu mesmo, que tanto lutei pela liberdade na vida cristã, me escandalizo nestes lugares. E parece tão comum entre nossos jovens o consumo de bebida alcoólica e o envolvimento sexual no namoro que o que vou relatar pode me classificar no mundo dos dinossauros. Devo estar mesmo!

Creio que festas de aniversário são um momento singular para agradecermos a Deus pelo dom da vida. No entanto, nas últimas festas de que participei, o que "rolou" foi muita música e muita dança! Não, não era dança com músicas evangélicas! Pelo contrário, do funk ao axé, houve espaço até para um forrozinho - para agradar a gregos e troianos. E, passado despercebidamente, uma música secular tocava (como uma mensagem subliminar para que fizéssemos a diferença): ...ado, ado, cada um no seu quadrado!... No entanto, os crentes estavam no quadrado profano.

Outro dia, após uma cerimônia de casamento, a "sonzeira" quase me enlouqueceu: começou com músicas dos anos 60, depois dos anos 80, até chegar nas mais badaladas - todas seculares. Nem uma música evangélica! O casal de quem realizei a cerimônia nupcial, percebendo minha indignação (no sentido mais próprio desta palavra, pois não me considero digno dali), tentou justificar: "tenho muitos parentes descrentes, que não se sentiriam bem sem essas músicas". Pobre casal. Se os noivos são incapazes de decidir o que vai tocar na cerimônia de casamento, certamente deixam a porta aberta para toda influência que vier de fora - o vento, a chuva, os rios...

Respeito a posição de cada um, mas ainda prefiro permanecer longe desta secularização. Está exagerado! Está descabido! Dista quilômetros do que sugere a bíblia.

Este quadro aponta para a inoperância da igreja na vida das pessoas. Acusa a liderança atual que não privilegia a instrução. Expõe um evangelho tosco, impotente: nem mesmo é capaz de nortear nossas festas de fraternidade.

Quero ser diferente. Sim, quero ser! Não há presunção nem altivez neste desejo, pois é bíblico. Quero que meus filhos sejam canal da luz de Cristo para seus colegas e amigos, ainda que custe a popularidade deles. Quero que meus amigos sejam verdadeiros e me aceitem como sou: cristão, e pronto! Ensino isto também aos meus filhos e oro para não me decepcionar lá na frente!

Que Deus tenha piedade de nós!

7 comentários:

  1. Pr. Aécio, concordo plenamente com suas palavras. Penso que nós devemos influenciar aqueles que estão ao nosso redor e ao mundo. Existem inúmeras músicas cristãs lindas, que tocadas em uma festa, poderiam falar com as pessoas ali presentes. Se desejamos levar a palavra do Senhor aos que estão perdidos e sem salvação, porque não aproveitar todas as oportunidades. Uma festa, penso eu, é uma excelente oportunidade de manisfetar nossa crença, pois, normalmente as pessoas estão mais dispostas. Abraços, Wagner e Lilian

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  2. Tem música evangélica para todo gosto (e até para quem não tem gosto). Bem pensado, podemos transformar nossas "festinhas" num belo momento de evangelização. Abraços, amados Wagner e Lílian

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  3. Que o Senhor nor guarde sempre!Texto perfeito!!! bjs, meu bem.

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  4. É isso aí pastor!! Penso que o nosso compromisso é com Deus e ser cristão é um estilo de vida!!! Realmente, "ado ado ado, cada um no seu quadrado"!!!rrs...
    Parabéns!!!

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  5. "ado ado ado, cada um no seu quadrado"!!...Por falar em quadrado, tem uma marca de cerveja que quer impor um estilo de vida redondo, de que o mundo, a vida, as coisas são redondas.
    Contúdo é melhor subir quadrado para o céu, do que descer redondo para o inferno.

    Aécio me permita postar essa pequena reflexão paradigmatica sobre o pensar e o agir.

    Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro
    puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas.
    Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas
    lançavam um jacto de água fria nos que estavam no chão. Depois de certo
    tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancada.
    Passado mais algum tempo, mais nenhum macaco subia a escada, apesar da
    tentação das bananas. Então, os cientistas substituíram um dos cinco
    macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo
    rapidamente retirado pelos outros, que lhe bateram.
    Depois de alguma surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada.
    Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto
    participado, com entusiasmo, na surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e
    repetiu-se o facto. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi
    substituído.
    Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca
    tendo tomado um banho frio, continuavam a bater naquele que tentasse chegar
    às bananas.
    Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse
    subir a escada, com certeza a resposta seria: "Não sei, as coisas sempre
    foram assim por aqui..."
    Não devem perder a oportunidade de passar esta história para os vossos amigos,
    para que, de vez em quando, se questionem porque fazem algumas coisas sem
    pensar ...

    Grande AbraSom!!rsss
    Deus abençoe.

    Por Netinho Britto.

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  6. Como o Paulo disse: Tudo me é lícito, mas nem tudo me convêm. Também presenciei algumas vezes fatos parecidos, e não concordo!! Nós cristãos pra sermos modernos não precisamos aceitar tudo que nos é apresentado,pelo contrário, temos que mostrar as pessoas a luz que há em nós, e não nos deixarmos envolver pelas trevas!!

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